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Digo-vos:
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Quando um trabalho é bem feito, merece reconhecimento.
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Há algum tempo, eu vinha pensando em criar um artigo para falar aos ateus sobre o documentário conspiracionista Zeitgeist. E queria fazê-lo como alerta aos desavisados.
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Sim, desavisados. Isso porquê Zeitgeist não é nenhum suprasumo do ceticismo. Na verdade, Zeitgeist pode ser traduzido como um vídeo apelativo que tenta encobrir mentiras antigas com mentiras mais novas.
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Foi, então, com um misto de surpresa e satisfação que li o artigo do amigo José Geraldo Gouvêa, frequentador de algumas comunidades e canais semelhantes, que falava exatamente sobre o assunto e cujo título peguei emprestado para abrir este post.
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Mas já estou me estendendo demais aqui. Passo a palavra para o amigo Geraldo, que com bastante discernimento, ajudou a desconstruir esse documentário repleto de falácias.
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Zeitgeist: A Verdade sobre o "Espirito dos Tempos"
Zeitgeist é sedutor, e muito, para os que têm o ateísmo como opinião preconcebida e gostariam de bases "formais" para debater contra os crentes, "provar" que Jesus Cristo é só um mito entre tantos e triunfalmente pôr-se de pé no pedestal da razão. Por esta sedução, eu diria até desta "adulação", dos anseios do neo-ateu, consegue manter-se na crista da onda: há quase dois anos não cessa de ser comentado e, quando achamos que caiu no limbo, eis que alguém o "descobre" e lança novamente à baila, como novidade --- e novidade ele é para o incauto, o desinformado, o novato da rede, e para os que estão dispostos a aceitar mentiras que estejam de acordo com suas crenças. Mas isto é ateísmo?
Em primeiro lugar eu gostaria de despir de mim este rótulo agressivo e desnecessário. Não acho mais que, por crer em Deus, alguém deva rotular-se de ``ateístas'', da mesma forma como alguém que deixou de crer no bicho-papão não precisa se rotular de coisa alguma. Aceitar tal título equivale equivale a autoinflingi-lo. E com ele vem a inversão do ônus da prova, a aceitação do conceito de ``Deus'' como fato consumado. Eu não creio em Deus, mas ateu é apenas o nome que me é dado por aqueles que creem.
Sou cético, ao menos parcialmente. Tento ser lógico, ao menos na medida em que isto me é útil intelectual, artística e profissionalmente. Mas reconheço que o ceticismo é uma atitude tensa que somente os comedidos podem ter sem o risco do pedantismo. Céticos bem informados costumam filosofar, céticos mal informados se acham filósofos só porque duvidam daquilo que não conseguem vislumbrar. Ceticismo é um método, não uma virtude: o mundo não é do tamanho de nossa ignorância, mas tampouco é do tamanho de nossas esperanças.
É do tamanho de nossas ignorâncias que Zeitgeist se aproveita. Traveste-se de ceticismo, mas traz um sistema de crença, ilógico como os outros. Pode não ser uma religião, mas tem o efeito sedativo da razão que o fanatismo produz. Por isso é ruim. Por isto é deletério. Por isso precisa ser combatido. Ele não traz nenhum bem à causa da razão contra o obscurantismo, porque não há racionalidade em teorias de conspiração, especialmente as que se apoiam em mentiras.
Imagens Violentas
Zeitgeist aparece na tela com uma série de chocantes imagens de guerra, algumas possivelmente montagens feitas por especialistas em efeitos. Depois, vem uma série de imagens de corpos celestes e, por fim, pacíficas imagens da superfície terrestre, seguidas pelo conhecido (e incorreto) desenho animado que mostra a "evolução do homem", de organismo unicelular a bípede implume que se chama de sapiens. Então uma mão que tenta escrever 1+1=2 é apresentada, meio que à força, a uma Bíblia e uma bandeira dos Estados Unidos.
Estas cenas apelam à razão? Dificilmente. São demasiado panfletárias, didáticas além do necessário. A razão não precisa ser tão rigorosamente tutelada. Fica claro, desde esse princípio, que o filme não é obra de Filosofia ou de História, mas um manifesto político --- e do pior tipo. Zeitgeist é um filme persuasivo, no mau sentido. Procura convencer pela emoção, e nisto se assemelha a qualquer filme de propaganda produzido por algum regime totalitário da Europa Central.
Pior ainda, os autores de Zeitgeist parecem saber que imagens violentas atiçam nossos centros cerebrais mais primitivos, amortecem a razão mais refinada. O objetivo esclarecido desta forma, tão emblemática, não pode ser uma reflexão profunda. Mas o que não é profundo, faz-se necessário ressaltar, reforçar e repisar; o que se faz com imagens de crianças e mulheres chorando desamparadas, soldados mortos, cadáveres de meninas, tudo ao som de uma música triste, música para criar o clima \inquote{Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade}.
Súplica especial
Nos fachos de luz sobre os quais se inscreve o título do filme, desenha-se, subliminarmente, repetidas vezes, estrelas de cinco e de seis pontas. Então uma voz começa a declamar, com voz de professor primário, que temos sido enganados por tudo e por todos, de todas as formas, o tempo todo, ao longo de toda a História.
Após decretar a implosão, em uma frase, de toda a cultura ocidental, o filme se propõe a justificar as razões pelas quais despreza tudo, ao mesmo tempo em que implora que você conceda à nova versão dos fatos que lhe é apresenta toda a credulidade que ele quer que você abandone em relação a tudo que jamais lhe foi dito. Alguém já ouviu falar da falácia da súplica especial?
* Você tem sido enganado por todo mundo!
* Por que devo, então, crer que você não está me enganando?
* Porque EU estou abrindo os seus olhos para a verdade.
Se você aceita teorias de conspiração que afagam a sua vontade de não crer no Velho Barreiro, digo, no Velho Barbudo do Céu, nada impede que você igualmente creia em profetas, em reptilianos, em arrebatamento, em urinoterapia, em ``viver de luz”, em crianças índigo, na capacidade de Paulo Coelho fazer chover. Se você aceita a súplica especial em um caso, porque está de acordo com seus desejos, nada impede que futuramente você a aceite em relação a outros casos, quando seus desejos mudarem. Você não é um ateu, um cético, um agnóstico, sequer um não-praticante de verdade: é só alguém escolheu para si um rótulo, mas que o trocará por outro quando não servir mais. Isto não é ateísmo, não é ceticismo, não é agnosticismo, é apenas modismo. Algo extremamente característico da cultura ``new age”, juntamente com cristais, chakras, xamanismo, viagem astral e terapias de vidas passadas. Bem vindo ao clube dos crentes, amigo que se acha descrente.
Mitomania e Mitologia
Os primeiros 45 minutos de Zeitgeist tentam explicar de forma detalhada que Jesus é um mito e o Cristianismo é uma farsa. Esta tese não é difícil de argumentar, havendo uma volumosa e inquestionável biblioteca de escritos e pesquisas das mais diversas disciplinas humanas que pode ser usada para sustentá-la. Causa-me profunda estranheza, então, que o filme pretenda defendê-la com base justamente em informações falsas, comparações anacrônicas, associações forçadas, explicações que não fazem sentido algum ou que, quando fazem, estão contaminadas na fonte pelo vício dos dados incorretos.
Pode-se chegar a uma conclusão falsa partindo de dados verdadeiros, tanto quanto se pode ter uma conclusão verdadeira a partir dos mais ridículos e absurdos argumentos. Desta forma, a validade dos dados não quer dizer que as conclusões são válidas, e a validade das conclusões não garante a validade das premissas. Por isso é preciso sermos prudentes ao analisar qualquer tipo de argumento, recusando legitimar as premissas só porque a conclusão é correta e recusando legitimar a conclusão só porque as premissas conferem. Esta necessidade é ainda mais evidente quando, por insuficiência de bases ou por influência de nossas crenças, passamos a ``buscar'' conclusões com que concordemos. E sabemos que mesmo os mais sábios estão sujeitos a tomar por ``correto'' o que confere com o que pensam. Sem ceticismo e racionalidade, podemos legitimar, a partir de nossas crenças, uma série de premissas risíveis.
Entre os argumentos apresentados está uma incursão pouco referenciada pela astrologia, tentando convencer-nos de que todas as religiões da orla do Mediterrâneo estavam organizadas em termos astronômicos e que sua evolução esteve relacionada às mudanças de era. Jesus Cristo é o arauto da Era de Peixes, que supostamente começa com a Era Cristã (há controvérsias quanto a isso entre os astrólogos) e, ainda por cima, deixa entredito que o cristianismo tinha duração determinada até a Era de Aquário (cujo início varia, de astrólogo para astrólogo, com uma incrível margem de erro de dois mil anos). O cristianismo seria a religião da Era de Peixes tal como o Judaísmo o fora na Era de Áries.
Mas tais explicações ignoram que o símbolo do peixe no cristianismo é um acrônimo para "Jesus Cristo, Filho de Deus e Salvador" em grego, não explicam como a Era de Peixes supostamente duraria 2.400 anos, mas a Era de Áries durara cerca de 1.200 e tampouco considera que a ovelha era símbolo do judaísmo porque tal animal era a base da economia dos antigos israelitas, um povo pastor. Pior ainda, deixa-se estranhamente implícita a crença de que haveria mesmo alguma mensagem oculta sendo transmitida por Jesus, quando ele faz a "profecia" sobre a Era de Aquário! Sim, amigo neo-ateu! O filme que você idolatra, de alguma forma e por alguma razão, não retira de Jesus um caráter sobrenatural! No máximo altera a natureza desta sobrenaturalidade. Com menos esforço do que o necessário para demolir a argumentação furada de Zeitgeist é possível identificar influências gnósticas nesse Jesus profeta da Era de Aquário.
Não é preciso que me estenda muito sobre os erros de Zeitgeist. Aquele que busca verdadeiramente o conhecimento encontrará na rede mundial uma longa lista de sítios que desmascaram com grande eficácia as tolices cometidas por "Peter Joseph". Os cristãos evangélicos, em especial, têm feito um ótimo serviço nesse ponto. Ao contrário do que pensam muitos neo-ateus, os cristãos, em especial suas lideranças, não são um bando de abobados pagadores de dízimos, embora seja inexplicável que se aferrem a crenças ilógicas. Eles souberam fazer bom proveito de Zeitgeist.
Desta forma, é desnecessário refutar ponto a ponto tudo que está errado no filme: eu prefiro me alongar sobre sua estrutura geral do que me perder em detalhes, nos quais posso até me enganar também, visto que as pesquisas sobre as antigas civilizações têm evoluído desde que me formei na faculdade de História. Basta-me sugerir ao leitor que uma leitura, por mais superficial que seja, de quaisquer obras de referência sobre as antigas religiões, descortinará uma quantidade tão expressiva de erros e interpretações forçadas que o leitor se verá obrigado a imaginar que os responsáveis por Zeitgeist não podem ser levados a sério.
Um Grande Plano Para Ferrar Você
Em seguida o filme se dedica a "desconstruir" as explicações oficiais sobre os atentados de 11 de setembro, recorrendo a teorias conspiratórias. De que maneira este assunto está interligado ao primeiro é algo que, inicialmente, o público de Zeitgeist demora a digerir. Mas, de alguma forma, apesar da estranheza das teorias de conspiração nesse ponto, os neo-ateus engolem esta parte, mesmo meio a contragosto, porque de bom grado consumiram a primeira. O fato de que algumas pessoas que se identificam como "engenheiros" darem depoimentos sobre como o WTC deveria ter caído é suficiente para emprestar credibilidade à tese de que os aviões foram apenas uma desculpa, de que o acontecido foi uma demolição controlada, que tudo foi um "trabalho interno" em nome de algum interesse escuso.
Quando chegamos à terceira parte o filme já se tornou cansativo e os argumentos estão cada vez mais confusos e menos afirmativos. Fica-se com a impressão de que "tudo" faz parte de um Grande Plano executado por Certas Pessoas que têm o poder dos Estados em suas mãos e que trabalham para construir uma Nova Ordem Mundial, sabe-se lá com que interesses. O clímax emocional do filme acontece aqui, quando o diretor entrevista um membro falastrão da família Rockefeller que menciona fatos análogos ao 11 de setembro, um ano antes de que acontecessem. Se isto é verdade ou não, não posso afirmar. O que se pode, sim, afirmar, com base em uma rápida busca pela rede mundial, é que este tipo de teses são defendidas normalmente pela extrema direita religiosa americana, aquela que mata médicos à porta de clínicas que fazem aborto, defende o direito dos pais de espancarem seus filhos, numerosos por sinal, vive na expectativa do arrebatamento e tem em casa pelo menos um rifle para cada mão válida. Nova Ordem Mundial é o nome pelo qual movimentos como o The Cutting Edge e o Vigilant Citizen denominam uma suposta conspiração da maçonaria e dos Iluminati a serviço de Satanás.
Essa história de Grande Plano por Pessoas Ocultas, que dominam todos os países e querem estabelecer uma Nova Ordem é muito antiga e muitas vezes desmentida. Iluminati, Sábios de Sião, Priorado de Sião, Sinarquia, etc. O nome muda, a acusação é a mesma, e o objetivo tampouco muda: de alguma forma sempre se insinua que os culpados incluem o ``Grande Capital'', os judeus, a Igreja Católica e os governos. Boa parte desta terceira parte de Zeitgeist ecoa, melhor seria dizer que ``fede'' a argumentos extraídos dos Protocolos dos Sábios de Sião, a fraude perpetrada pela polícia secreta da Rússia czarista que até hoje é combustível para anti-judaísmo no mundo todo.
Esta estrutura dada ao filme é fascinante. Primeiro o filme destrói a idéia do Deus a que estamos acostumados, então, através das lentes da conspiração do Onze de Setembro, nos apresenta um outro deus, uma espécie de Deus Bizarro, um deus que é o negativo do Velho Barbudo do Céu. Em vez de um ser onipotente e benevolente, há uma organização todo-poderosa e bem-informada, dirigida por impiedosos magnatas que detestam a humanidade como ela é e que se dedicam a destruí-la ou modificá-la segundo seu interesse, se necessário mandando todo mundo para o campo de concentração ou matando seis bilhões de pessoas, como o Vigilant Citizen menciona. Esta organização possui ou quer possuir praticamente os mesmos poderes que o diabo tinha antes de ser descartado pela modernidade, mas Zeitgeist não chega a dizer qual é o deus que combate tal inimigo da humanidade.
Conspirações
Devido à sua estrutura argumentativa e à montanha desconexa de dados que vocifera, em ritmo de videojogo, sem dar tempo para refletir, Zeitgeist é convincente aos olhos dos marinheiros de primeira viagem em teorias de conspiração, uma estranha espécie de crédulos que se identifica com a idéia de que vive em um mundo mágico dominado por vilões do mal e que em breve será destruído. Tal pensamento não é característico de pessoas racionais, ou sequer de quem esteja em plena sanidade mental: esta é a visão de mundo dos cristãos fundamentalistas milenaristas dispensacionalitas: a nata da extrema direita religiosa de AR-15 na mão e abrigo anti-aéreo no fundo do quintal. Gente que espera a volta de Jesus para antes do próximo domingo e que deseja regozijar-se vendo seus desafetos fritando na chapa quente do inferno. Causa-me espanto que tal visão de mundo esteja presente em um filme que pretende divulgar o ateísmo. Causa-me espanto exponencialmente maior que pessoas que pensam que são ateístas se identifiquem com tal filme e comprem esta visão de mundo de contrabando.
Quando vi Zeitgeist pela primeira vez ocorreu-me um insight que quase passou despercebido, mas felizmente registrei: a estrutura do filme lembra os passos iniciais de uma lavagem cerebral, conforme definida pelos autores mais clássicos sobre o tema.
Claro que isto é de uma forma muito limitada, visto que, ao contrário do que ocorre na lavagem cerebral propriamente dita, os responsáveis pelo filme não têm controle absoluto sobre o ambiente e sobre o corpo dos que são submetidos ao processo. Porém, como temos visto ao longo dos anos, as pessoas tendem a encarar a internet como um tipo de experiência pessoal, substituta dos êxtases místicos do passado e suas revelações, e acabam recebendo como "especialmente para si" as informações, mesmo que massificadas, a que têm acesso. Por esta razão, os boatos (“lendas urbanas”) se mantêm vivos por muito tempo, adquirindo, inclusve, uma força que nunca tiveram.
Tal fenômeno é devido à abundância de ingênuos: não apenas sempre há um novo otário para crer nos celulares que a Ericsson distribuirá de graça, como há ferramentas através das quais os boatos podem ser ecoados impunemente e a baixo custo: o correio eletrônico e os sítios de relacionamento. Graças a esta combinação de circunstâncias, obras que jamais teriam qualquer distribuição, atingem um grande público, passando a interferir de forma interativa com a cultura de um modo geral.
Adula-me e te seguirei
A internet é um meme de distribuição de conteúdo que dá a quem o experimenta a sensação de experiência pessoal da verdade. As pessoas criticam pouco o que vêem na internet porque estão possuídas pela ilusão de que a independência da fonte em relação à "mídia" (esse dragão de várias cabeças) supostamente assegura fidedignidade. Acredita-se que uma informação "suprimida" ou seja, não divulgada pela mídia, está provavelmente certa, enquanto as informações da mídia, mesmo que corroboradas por algo tão óbvio como a experiência do dia-a-dia, passam a ser vistas sob suspeita.
Só porque Zeitgeist parte de uma idéia que agrada ao grosso dos ateus/agnósticos/céticos/libertários (negação da divindade de Jesus), ele atrai simpatizantes para outras idéias, estranhas à proposta inicial, mas que, estranhamente, parecem as idéias dos que mais ferrenhamente defendem a divindade de Jesus: A serpente morde o próprio rabo.
Zeitgeist emprega em prol de um "ateísmo" aparente as mesmas armas e conspirações que as religiões brandiram por séculos. Poderia ser, mas talvez não. A serpente morde o próprio rabo, lembrem-se. O símbolo não é só da reencarnação, ele também alude à dialética que conduz os movimentos da História e -- frequentemente -- os atos praticados pelas pessoas socialmente organizadas.
Mecanismos de lavagem cerebral em Zeitgeist
Não sei se lavagem cerebral funciona ou não. Sou "agnóstico" quanto a isso, diante de minha falta de formação na área. O que percebi foi que, válida ou não a técnica, os realizadores de Zeitgeist a levam tão a sério que a seguiram rigorosamente na estruturação de ambos os filmes.
Dirão que não é justo descartar o todo por causa de erros das partes, devido ao "valor" que supostamente teria para os secularistas. Basicamente este é o argumento que é usado pelos religiosos para defender a Bíblia de acusações de contradições, erros e absurdos. Você vê esse argumento em ação praticamente todo dia quando visita certas comunidades teístas do Orkut. Então temos na boca de pessoas que se julgam a "nata" da sociedade por serem ateístas o mesmo tipo de falácia que é usada na defesa ingênua da Bíblia ou outro livro religioso.
Porém, uma obra que contem predominantemente dados incorretos em meio a alguns verificáveis como corretos está tentando manipular o público para aceitar os incorretos como verdade. Como as pessoas não costumam checar tudo, se apenas notarem que algumas coisas procedem, vão imaginar que todo o resto procede da mesma forma. Assim, torna-se eficaz como panfleto de recrutamento de simpatizantes para suas duas verdadeiras causas, causas essas que tangenciam perigosamente o tipo de idéias que andam na cabeça dos fundamentalistas mais tacanhos.
Lavagem cerebral se faz colocando grãos de verdade na ração dos ingênuos, para que engulam no meio do que acham certo uma informação de interesse do condutor do processo. E se faz repercutindo e repetindo, vezes sem conta, para vencer pelo cansaço. Não vou explicar como funciona, artigos sobre lavagem cerebral são fáceis de achar na rede. Apenas peço que você, por conta própria, faça a pesquisa. Vale a pena.
Zeitgeist reaparece a cada semana na internet, há quase três anos. Nenhum filme realmente bom sobre a História jamais teve esta atenção. Para mim está muito claro o que ele é. Mas não é fácil convencer disso facilmente o público cativo que ele angariou porque quem é submetido pela lavagem cerebral se torna um fanático por ela. É por isso que não adianta ser ateu se você não é cético de verdade e se não tem bons conhecimentos para defendê-lo de manipulações como essa.
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José Geraldo Gouvêa.
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Zeitgeist para download aqui
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Zeitgeist: a verdade sobre o "Espírito dos Tempos"
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Um Ateu em Busca do Humor
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Dia desses recebi um scrap no meu Orkut, de um garoto de Rondônia, que na altura dos 15 anos, descobriu que não acreditava em deus. "Sempre tive dificuldade em admitir para mim mesmo que deus não existia", falou o rapaz, concluindo "Pensei que estava sozinho nessa minha ausência de crença, mas então, pesquisando no Google, descobri que somos milhares.
Vejam só que interessante... meu novo amigo começa dizendo que sentia-se sozinho, e logo depois já usa a primeira pessoa do plural, e se coloca ao lado de todos os outros ateus.
Bem, no scrap, o rapaz disse que, ao pesquisar na internet, chegou a alguns links que mostravam meus vídeos. Disse que assistiu a todos eles e que agora, ainda que não soubesse que sua ideologia fosse correta, sentia que estava certo ao pensar assim. Não havia mágica no mundo.
Não é a primeira vez que alguém me procura dizendo que meus vídeos acabaram influenciando suas decisões. No íntimo, naão posso negar que sinto um orgulho enorme disso. Que venham as acusações de que sou um pastor ao avesso, um proselitista do ateísmo, eu não me importo.
Todos os dias, milhares de jovens são corrompidos por paróquias de fundo de quintal, ae passam a ver o mundo da maneira distorcida que só os crentes mais fanáticos conseguem. Todos os dias alguém se afunda no limbo da fé, e fecha os olhos aos avaços da ciência. Todos os dias, um novo jovem é desencaminhado pela ignorância da crença.
Por isso, e só por isso, sinto esse ergulho cada vez que um gato pingado chega até mim e diz que, de forma simples, eu os ajudei na tomada de suas decisões. Visto meu caráter militante, tudo que posso almejar é isso mesmo: que meus vídeos acabem esclarecendo aqueles que já buscam o caminho do ceticismo e do ateísmo.
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Dia desses recebi um scrap no meu Orkut, de um garoto de Rondônia, que na altura dos 15 anos, descobriu que não acreditava em deus. "Sempre tive dificuldade em admitir para mim mesmo que deus não existia", falou o rapaz, concluindo "Pensei que estava sozinho nessa minha ausência de crença, mas então, pesquisando no Google, descobri que somos milhares.
Vejam só que interessante... meu novo amigo começa dizendo que sentia-se sozinho, e logo depois já usa a primeira pessoa do plural, e se coloca ao lado de todos os outros ateus.
Bem, no scrap, o rapaz disse que, ao pesquisar na internet, chegou a alguns links que mostravam meus vídeos. Disse que assistiu a todos eles e que agora, ainda que não soubesse que sua ideologia fosse correta, sentia que estava certo ao pensar assim. Não havia mágica no mundo.
Não é a primeira vez que alguém me procura dizendo que meus vídeos acabaram influenciando suas decisões. No íntimo, naão posso negar que sinto um orgulho enorme disso. Que venham as acusações de que sou um pastor ao avesso, um proselitista do ateísmo, eu não me importo.
Todos os dias, milhares de jovens são corrompidos por paróquias de fundo de quintal, ae passam a ver o mundo da maneira distorcida que só os crentes mais fanáticos conseguem. Todos os dias alguém se afunda no limbo da fé, e fecha os olhos aos avaços da ciência. Todos os dias, um novo jovem é desencaminhado pela ignorância da crença.
Por isso, e só por isso, sinto esse ergulho cada vez que um gato pingado chega até mim e diz que, de forma simples, eu os ajudei na tomada de suas decisões. Visto meu caráter militante, tudo que posso almejar é isso mesmo: que meus vídeos acabem esclarecendo aqueles que já buscam o caminho do ceticismo e do ateísmo.
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Não é nada pessoal, é claro
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Dia desses, fui vítima de violência virtual paor parte de dois indivíduos no Orkut, que, dentre outras coisas, me chamaram de Messias (ofensa gravíssima, concordam?), megalomaníaco (menos mal), e mau caráter (péssimo).
O mais engraçado é que a violência partiu de dois membros de uma certa entidade que se diz "humanista". É claro que, como indivíduos, eles têm todo o direito de exprimir suas opiniões a meu respeito, ainda mais porquê eu não fui particularmente educado com ambos.
Mas vejam bem, eu realmente não tenho muita paciência com pessoinhas medíocres, sabe?
Da minha parte, fiz o que pude. Escrevi para a tal entidade, alertando seu presidente para que interceda junto aos ditos-cujos imbecis (desculpem, mas não encontro palavra melhor para defini-los), de forma que eles aprendam a ter um pouco mais de discernimento ao exporem suas opiniões.
O mais engraçado vem agora. A tal entidade manifestou-se sim. Disse que não é responsável pelas palavras de seus membros, e que suas opiniões pessoais não refletem a opinião da tal entidade.
Isso lembra alguma coisa?
Há meses atrás, Daniel Sottomaior usou do mesmo argumento pra defender a sua malfadada Atea. "Ah, eu sou vegan, mas a Atea não é".
É... é mesmo muito parecido.
O pior é que, quem preside a tal associação é uma pessoa que eu prezo muito. Além dele, existem alguns outros que têm boa índole. Mas, sinceramente, esses dois indivíduos que me atacaram são de um desprezo inigualável. São patéticos, na verdade.
Bem... por quê estou escrevendo isso?
Porque atualmente sou um dos diretores da União Nacional dos Ateus, entidade da qual surgiu essa outra (uma espécie de dissidência, eu diria, tal qual a UNA foi dissidente da Atea), e aprendi, com algum custo, que temos de usar diplomacia, se quisermos que o ateísmo siga adiante no Brasil. As entidades existentes, além de poucas, são desagregadas, separatistas, inimigas, críticas umas às outras.
Por isso alerto os dirigentes da tal entidade (como fiz em sua lista particular de emails, a propósito): cuidem de seus membros, aconselhem-nos a se pronunciar com mais discernimento, com mais educação, afinal, eles refletem sua personalidade na entidade (e não venham com blablabla dizendo que as opiniões dos ogros nada têm a ver com a entidade. Esse discursinho falido já foi usado pela Atea).
Não pega bem para uma entidade que mal saiu das fraldas ser representada por pessoinhas medíocres, que se dirigem a outros com as piores ofensas, e, o pior, em público.
Eu? Eu estou de mau humor mesmo. Isso não é novidade. Jamais escreveria essas linhas no blog da União. Mas, ao menos, minhas atitudes não são ditatoriais na UNA. Cada decisão tomada é acompanhada da decisão de outros sete membros da diretoria, e muitas vezes, da votação aberta dos membros.
Quanto à violência verborrágica e cansativa dos dois trolls, afirmo: serviu, ao menos, para mostrar a real índole dessas pessoas que se dizem humanistas.
Bem... o que esperar de alguém que disse, certa vez: "Para o Brasil dar certo, teríamos que matar muita gente".
Já li algo parecido nos livros de história, quando aprendia sobre a Inquisição.
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Dia desses, fui vítima de violência virtual paor parte de dois indivíduos no Orkut, que, dentre outras coisas, me chamaram de Messias (ofensa gravíssima, concordam?), megalomaníaco (menos mal), e mau caráter (péssimo).
O mais engraçado é que a violência partiu de dois membros de uma certa entidade que se diz "humanista". É claro que, como indivíduos, eles têm todo o direito de exprimir suas opiniões a meu respeito, ainda mais porquê eu não fui particularmente educado com ambos.
Mas vejam bem, eu realmente não tenho muita paciência com pessoinhas medíocres, sabe?
Da minha parte, fiz o que pude. Escrevi para a tal entidade, alertando seu presidente para que interceda junto aos ditos-cujos imbecis (desculpem, mas não encontro palavra melhor para defini-los), de forma que eles aprendam a ter um pouco mais de discernimento ao exporem suas opiniões.
O mais engraçado vem agora. A tal entidade manifestou-se sim. Disse que não é responsável pelas palavras de seus membros, e que suas opiniões pessoais não refletem a opinião da tal entidade.
Isso lembra alguma coisa?
Há meses atrás, Daniel Sottomaior usou do mesmo argumento pra defender a sua malfadada Atea. "Ah, eu sou vegan, mas a Atea não é".
É... é mesmo muito parecido.
O pior é que, quem preside a tal associação é uma pessoa que eu prezo muito. Além dele, existem alguns outros que têm boa índole. Mas, sinceramente, esses dois indivíduos que me atacaram são de um desprezo inigualável. São patéticos, na verdade.
Bem... por quê estou escrevendo isso?
Porque atualmente sou um dos diretores da União Nacional dos Ateus, entidade da qual surgiu essa outra (uma espécie de dissidência, eu diria, tal qual a UNA foi dissidente da Atea), e aprendi, com algum custo, que temos de usar diplomacia, se quisermos que o ateísmo siga adiante no Brasil. As entidades existentes, além de poucas, são desagregadas, separatistas, inimigas, críticas umas às outras.
Por isso alerto os dirigentes da tal entidade (como fiz em sua lista particular de emails, a propósito): cuidem de seus membros, aconselhem-nos a se pronunciar com mais discernimento, com mais educação, afinal, eles refletem sua personalidade na entidade (e não venham com blablabla dizendo que as opiniões dos ogros nada têm a ver com a entidade. Esse discursinho falido já foi usado pela Atea).
Não pega bem para uma entidade que mal saiu das fraldas ser representada por pessoinhas medíocres, que se dirigem a outros com as piores ofensas, e, o pior, em público.
Eu? Eu estou de mau humor mesmo. Isso não é novidade. Jamais escreveria essas linhas no blog da União. Mas, ao menos, minhas atitudes não são ditatoriais na UNA. Cada decisão tomada é acompanhada da decisão de outros sete membros da diretoria, e muitas vezes, da votação aberta dos membros.
Quanto à violência verborrágica e cansativa dos dois trolls, afirmo: serviu, ao menos, para mostrar a real índole dessas pessoas que se dizem humanistas.
Bem... o que esperar de alguém que disse, certa vez: "Para o Brasil dar certo, teríamos que matar muita gente".
Já li algo parecido nos livros de história, quando aprendia sobre a Inquisição.
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Você usaria uma cadeira elétrica pendurada ao pescoço?
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Oi você,
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Na primeira semana de agosto, o Ministério Público Federal ordenou que todas as repartições públicas retirasse os crucificos que, porventura, estivessem expostos. O pedido foi feito em nome da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, que ajuizou uma Ação Civil Pública pedindo que a União retire todos os símbolos religiosos em repartições públicas federais no estado de São Paulo.
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Segundo o Ministério Público Federal, inúmeras pessoas se dirigem aos prédios da União diariamente e tem a sua liberdade de crença ofendida diante da ostentação pública de símbolos religiosos não relacionados com a fé que professam. No pedido feito à Justiça Federal, o MPF pede aplicação de multa diária simbólica no valor de R$ 1 para servir como um contador do desrespeito que poderá ser demonstrado pela União, caso não cumpra a determinação judicial. O MPF pede prazo para a retirada dos símbolos religiosos de até 120 dias após a decisão.
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Agora, a Corte Europeia de Direitos Humanos, em Estrasburgo, anunciou ontem uma sentença, na qual condenou a Itália a pagar 5 mil euros de indenização por danos morais à italiana de origem finlandesa Soile Lautsi, que havia pedido à direção da escola onde estudam seus filhos a retirada de crucifixos e demais objetos religiosos das salas de aula.
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São os caminhos da laicidade se expandindo. E, o mais curioso, dentro dos países com maior população católica. Uma esperança para os muitos seguidores de outras religiões, e também aos ateus, de que a Santa Sé não continuará a impor seus dogmas e simbolismos a uma população que, a cada dia, adquire mais consciência de seus direitos.
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O que falta agora é que os milhões de católicos percebam que esse simbolismo de extremo mal gosto (a cruz) de nada vale para sua própria fé. A cruz nada mais era, na época de Cristo, do que uma ferramenta de tortura e execução. Não existe orgulho em ostentar algo tão demente e cruel como a cruz.
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E vai aqui a pergunta: você cirstão, imagine: Se Jesus tivesse sido morto há 20 anos atrás por eletrocução, você usaria uma cadeira elétrica pendurada ao pescoço?
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Eu penso que não...
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Oi você,
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Na primeira semana de agosto, o Ministério Público Federal ordenou que todas as repartições públicas retirasse os crucificos que, porventura, estivessem expostos. O pedido foi feito em nome da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, que ajuizou uma Ação Civil Pública pedindo que a União retire todos os símbolos religiosos em repartições públicas federais no estado de São Paulo.
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Segundo o Ministério Público Federal, inúmeras pessoas se dirigem aos prédios da União diariamente e tem a sua liberdade de crença ofendida diante da ostentação pública de símbolos religiosos não relacionados com a fé que professam. No pedido feito à Justiça Federal, o MPF pede aplicação de multa diária simbólica no valor de R$ 1 para servir como um contador do desrespeito que poderá ser demonstrado pela União, caso não cumpra a determinação judicial. O MPF pede prazo para a retirada dos símbolos religiosos de até 120 dias após a decisão.
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Agora, a Corte Europeia de Direitos Humanos, em Estrasburgo, anunciou ontem uma sentença, na qual condenou a Itália a pagar 5 mil euros de indenização por danos morais à italiana de origem finlandesa Soile Lautsi, que havia pedido à direção da escola onde estudam seus filhos a retirada de crucifixos e demais objetos religiosos das salas de aula.
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São os caminhos da laicidade se expandindo. E, o mais curioso, dentro dos países com maior população católica. Uma esperança para os muitos seguidores de outras religiões, e também aos ateus, de que a Santa Sé não continuará a impor seus dogmas e simbolismos a uma população que, a cada dia, adquire mais consciência de seus direitos.
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O que falta agora é que os milhões de católicos percebam que esse simbolismo de extremo mal gosto (a cruz) de nada vale para sua própria fé. A cruz nada mais era, na época de Cristo, do que uma ferramenta de tortura e execução. Não existe orgulho em ostentar algo tão demente e cruel como a cruz.
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E vai aqui a pergunta: você cirstão, imagine: Se Jesus tivesse sido morto há 20 anos atrás por eletrocução, você usaria uma cadeira elétrica pendurada ao pescoço?
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Eu penso que não...
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100 Mil Acessos no Youtube
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Oi vocês!
Quero compartilhar com todos a felicidade extrema que senti ao ver meu marcador do Youtube virar 100 mil visualizações de vídeo nesta semana.
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Obviamente, eu jamais alcançaria esse número se não fossem os milhares de crentes, teístas e deístas que vêm todos os dias torrar minha paciência no meu canal. De certa forma, eles ajudaram (e muito!) a fazer esse número chegar aonde chegou.
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E, de certo, meus agradecimentos mais efusivos e sinceros vão para todos os ateus e agnósticos que acompanham o canal do Youtube. É o apoio de vocês que fez com que eu continuasse com esse trabalho amador.
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São muitas as pessoas que chegam a dizer que meus vídeos servem apenas para afastar ainda mais os teístas da compreensão do que é o ateísmo. Mas, na posição em que me encontro, sou obrigado a discordar.
Não foram poucos aqueles que já me escreveram (via orkut ou email) dizendo que, depois de assistirem aos vídeos, caíram em reflexão sobre suas prórias crenças e filosofias. Alguns chegaram a afirmar que mudaram de posicionamento, e que agora tendem a abraçar o ateísmo.
A esses, por poucos que sejam, fica a minha afirmação: uma única pessoa "desperta" vale todo o trabalho que tive ao gravá-los.
Espero voltar em breve a gravar meus vídeos. Espero poder continuar esse trabalho. E agora, espero levar adiante esse blog, sem faltas, após uma ausência de mais de três meses.
Muito mais sincero obrigado a todos.
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Oi vocês!
Quero compartilhar com todos a felicidade extrema que senti ao ver meu marcador do Youtube virar 100 mil visualizações de vídeo nesta semana.
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Obviamente, eu jamais alcançaria esse número se não fossem os milhares de crentes, teístas e deístas que vêm todos os dias torrar minha paciência no meu canal. De certa forma, eles ajudaram (e muito!) a fazer esse número chegar aonde chegou.
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E, de certo, meus agradecimentos mais efusivos e sinceros vão para todos os ateus e agnósticos que acompanham o canal do Youtube. É o apoio de vocês que fez com que eu continuasse com esse trabalho amador.
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São muitas as pessoas que chegam a dizer que meus vídeos servem apenas para afastar ainda mais os teístas da compreensão do que é o ateísmo. Mas, na posição em que me encontro, sou obrigado a discordar.
Não foram poucos aqueles que já me escreveram (via orkut ou email) dizendo que, depois de assistirem aos vídeos, caíram em reflexão sobre suas prórias crenças e filosofias. Alguns chegaram a afirmar que mudaram de posicionamento, e que agora tendem a abraçar o ateísmo.
A esses, por poucos que sejam, fica a minha afirmação: uma única pessoa "desperta" vale todo o trabalho que tive ao gravá-los.
Espero voltar em breve a gravar meus vídeos. Espero poder continuar esse trabalho. E agora, espero levar adiante esse blog, sem faltas, após uma ausência de mais de três meses.
Muito mais sincero obrigado a todos.
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segunda-feira, 22 de junho de 2009
Religião: Fonte de preconceitos.
Mais uma vez podemos observar o quanto a religião gera preconceitos, claro que temos grandes temas quanto as brigas e fatos ocorridos por todo o oriente médio, mas algo que me chamou a atenção foi algo que aconteceu ontem, uma escrivã de 58 anos que se recusou a presidir um casamento gay na Inglaterra, devido ao fato de sua religião ser contra o ato de consumação do casamento homossexual, e mais, ela mesmo disse que pessoalmente não tem nada contra homossexuais.
Num ponto desses eu paro para observar a situação, ela se submete a tal ponto a religião, que não importa o que ela pensa, mas mesmo assim tem que agir de acordo com seus dogmas, mesmo estando contra eles...
Pois é, a religião continua sendo a maior fonte de preconceito no mundo....
Reportagem completa(inglês): http://www.dailymail.co.uk/news/article-1194454/Registrar-demoted-receptionist-refused-marry-gay-couples.html
Desculpas
Antes de mais nada eu gostaria de pedir desculpas a todos os leitores do blog e principalmente ao amigo Vides, afinal eu prometi manter esse blog mais atualizado e infelizmente não consegui cumprir minha promessa, entrei em um momento turbulento em minha fase estudantil: Provas. Agora estou com uma folga, penso que conseguirei fazer pelo menos uns 80% do combinado.
Grande abraço,
Alexandre Bergmann
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